A percepção que tenho após três encontros do Projeto Toque de Unidade Deeksha abordando o segundo chakra, ou swadisthana é de gratidão e energia renovada.

A CULPA (energia aprisionada neste chakra) foi olhada, sua dor aceita e um novo nível de conciência tornou-se possível por meio da ATENÇÃO, da CONTEMPLAÇÃO, da RESPONSABILIDADE e ENTREGA que exercitamos em grupo, culminada com a Bênção da Unidade.

Estava meditando sobre isto quando encontrei um fragmento abordando este assunto, que passo a compartilhar com todos. Certamente, as pessoas que vieram ao CurArte e se aprofundaram vão se espelhar em cada palavra, e agradecer, como eu, o salto quântico que deram em direção a si próprias.

A CONSCIÊNCIA DA CULPA

Com essa ilusão, a culpa é sempre do outro e o problema é do outro. Ou é o ambiente ou é a situação que não está correta. De alguma forma, não podemos ou não queremos ver que somos responsáveis. A outra pessoa ou situação é apenas o nosso espelho. Essa ilusão me parece ser a mais difícil de resolver. Eu vi que o meu culpar alguém encobre um lugar por dentro onde estou com profunda raiva, mas sequer sei sobre o que tenho tanta raiva.

Muito disso pode ser rastreado até um trauma da infância e muito disso pode apensa ser o fato de estar muito chateado com a existência por ter me trazido dor e desapontamento. Sem saber, projetei aquela raiva e ferida nas pessoas que amo, nos amigos, em situações onde me senti frustrado e negado. No calor do desapontamento ou frustração, tem sido quase instintivo mover-me em direção ao culpar alguém, ao invés de ficar com a dor. Por que não? É muito mais confortável culpar alguém do que sentir a dor.

Culpar alguém é muito comum. A culpa convenientemente desloca a energia sobre a outra pessoa e assim não temos que olhar para nós mesmos. Todos fazemos isso. Neste momento, provavelmente sequer nos ocorre que pode haver alguma coisa que devemos observar. Quando alguém me lembra de ter mais responsabilidade, concordo totalmente e acrescento, “mas estou doente com a maneira com a qual ela nunca enxerga suas próprias coisas.”

Aprendi as coisas muito rapidamente, de uma maneira intelectual, mas no encarar a dor, surge o culpar. Isso requer uma consciência constante para trazer o foco de volta para dentro e para enxergar que a outra pessoa é apenas um espelho para eu aprender mais sobre mim mesmo. Essa não é uma pílula fácil de engolir.

– Do livro FACE A FACE COM O MEDO, de Khrisnananda

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